De acordo com o divulgado pela Seapi, Luderitz contou que o setor já vinha sofrendo com as secas há dois anos e ficou mais prejudicado com a tragédia climática de maio de 2024.
“Nos dois anos anteriores não houve colheita de mel, só em alguns locais pontuais. Também não houve colheita de safrinha do ano passado, em setembro as plantas não responderam, então a colheita foi muito abaixo do esperado, e no verão também”, explicou o coordenador da Câmara.
“Agora, na safrinha de outono, de março a maio, é que a colheita está sendo um pouco mais expressiva em relação aos demais anos. O pessoal ainda está colhendo”, disse Luderitz. Mas, segundo ele, por causa das noites com temperaturas mais amenas, os eucalipitais não estão com todo vigor. “Também a questão das chuvas que ocorreram na região da fronteira, mais especificamente em Santana do Livramento, dificultaram a colheita, porque os eucaliptos não foram bem”, destacou. “Mas nós vamos ter uma colheita sim, vamos ter mel no Rio Grande do Sul, só não podemos ainda prever a quantidade”, pontuou.
Por sua vez, o zootecnista da Emater/RS-Ascar, João Alfredo Sampaio, afirmou que, na região dos Vales, a produção de mel está excelente.
“Temos uma safra bem boa, bem cheia, o pessoal está produzindo bastante. Dá para ver a natureza se recuperando. O que não acontece em outras regiões, com outras condições climáticas”, lamentou.
Fonte: Correio do Povo
Foto: Katia Malagodi Braga / Embrapa / Divulgação / CP










