Hoje
(05), há reunião mensal da
Regional Missões II. O encontro terá presença do presidente presidente da Federação dos Trabalhadores na
Agricultura no Rio Grande do Sul - Fetag, Carlos
Joel da Silva. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Carlos Joel abordou diversos
temas do movimento sindical.
Segundo ele, a Fetag cumpre um roteiro de
visitas as 23 regionais. Com o objetivo de aproximação dos sindicatos, e assim,
conhecer a realidade de cada localidade e assim, considerar as peculiaridades
de cada região, para tornar o movimento sindical ainda mais forte e voltado
para aquilo que os produtores precisam, para assim melhorar a qualidade de vida
de homens e mulheres que vivem no meio rural e produzem alimentos. "Esse trabalho
que desenvolveremos com os encontros visa isso. Discutir propostas para
melhorar a vida de quem vive no meio rural", citou.
Na ocasião, ele ainda falou sobre a possível
reforma da previdência. Conforme o presidente é uma falácia o argumento de que
há déficit na previdência. Ele ainda citou que o governo utiliza recursos da
previdência e destina a outros programas, a modo que utiliza da isenção fiscal
para certos segmentos e o recurso passa a fazer falta na própria previdência.
"É preciso uma reforma na previdência, porém é preciso rever algumas coisas.
Por exemplo, quem tem privilégios na aposentadoria hoje? Com que idade e quanto
ganha o legislativo ao se aposentar? Os políticos como se aposentam, com que
idade e que valores receberão? E os militares? A reforma precisa começar pelos
que ganham mais e que tem privilégios, não pelo trabalhador que contribuí e
acaba sendo lesado", falou.
Ele ainda falou sobre a jornada de trabalho dos
produtores rurais, tanto da mulher quanto do home, que em média, trabalham em
media de 40 a 45 anos. Carlos também afirmou haver falhas no sistema de
fiscalização do Governo, que não identifica a contribuição do produtor. "Caso
ocorra reforma, os sindicatos terão de se mobilizar e pressionar. As coisas só
mudam quando a pressão por parte da população", argumentou.
Outra situação que a Fetag participa como
atuante, é a saúde pública. "Saúde tem de ser prioridade e isso não pode ficar
só no discursos. Temos de descentralizar os recursos para todos os municípios
do Estado. Discutimos isso com o Estado, mas essa é uma
causa que terá de ser debatida em Brasília", disse.
Carlos afirmou que se houver controle de gastos
na saúde, os problemas serão ainda maiores, e que isso terá forte reflexo na
vida dos pobres e dos produtores rurais.
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