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São Luiz Gonzaga
8 de janeiro de 2014
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Novos equipamentos vão reforçar o tratamento do câncer no RS

8 de janeiro de 2014 l 07:14
Materia atualizada: 08/01/2014 l 07:14




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2013 não foi um ano bom para o setor de saúde e as perspectivas para 2014 são ainda mais dramáticas, principalmente por conta dos insuficientes recursos previstos no orçamento da União. Na avaliação do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, apesar das dificuldades financeiras e dos embates com a equipe econômica por mais recursos, o ministro da Saúde Alexandre Padilha teve sensibilidade, ouviu os apelos das entidades sociais e conseguiu a compra de 80 aceleradores lineares para tratamento do câncer. Os novos equipamentos vão atender a população de 63 municípios de 22 estados e do Distrito Federal. Só o Rio Grande do Sul vai receber onze aceleradores lineares.

Os equipamentos importados devem ser entregues ao longo dos próximos dois anos. Eles custaram R$ 119 milhões e serão utilizados para tratamento de diversos tipos de câncer. “Foi uma vitória, mas precisa muito mais”, afirmou Perondi.

O acelerador linear é um equipamento de altíssima tecnologia e possui recursos que permitem mais segurança aos pacientes e médicos, pois emite feixes de radiação de alta precisão sobre a região a ser tratada, preservando órgãos e tecidos vizinhos. Para Darcísio Perondi, as aquisições são importantes, principalmente se levarmos em conta que 500 mil casos novos de câncer são registrados todos os anos no Brasil. O SUS conta hoje com 248 equipamentos de radioterapia distribuídos em 155 serviços, responsáveis por 9,6 milhões de sessões de radioterapia por ano. Com os novos aparelhos, poderão ser realizadas 13 milhões de sessões por ano.

No Rio Grande do Sul vão receber os equipamentos as seguintes instituições: Hospital Ana Nery de Santa Cruz do Sul; Fundação Hospital Centenário de São Leopoldo; Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana; Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas; Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas; Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre; Hospital Regina – Associação Congregação de Santa Catarina de Novo Hamburgo; Hospital São Vicente de Paulo – Associação Damas de Caridade de Cruz Alta; Hospital Universitário de Santa Maria; e Santa Casa de Caridade de Bagé.

Segundo Darcísio Perondi, é preciso sim melhorar a gestão no SUS, mas é importante que o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, assinado por 2,2 milhões de brasileiros, para obrigar a União a investir mais recursos na saúde. Perondi aproveitou e fez um apelo às pessoas que militam na área da saúde para que pressionem o Parlamento. “Você que é conselheiro municipal de saúde, médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, bioquímico, converse com o seu prefeito. Precisamos invadir Brasília em fevereiro e março para derrubar a proposta ruim do Governo que foi aprovada pelo Senado e forçar a Câmara a votar o projeto popular do movimento Saúde + 10”. Ainda segundo Darcísio Perondi, faltou mobilização em 2013 e não foi possível resolver a crise de financiamento do SUS.


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