SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Municípios missioneiros pedem socorro: queremos o que é nosso

  • 31 de agosto de 2015

Em
consequência do atraso de repasses dos recursos da União e do Estado, a maioria
das prefeituras da região das Missões já está sem qualquer condição de fechar
as contas até o fim do ano. Se nada for feito, os municípios vão enfrentar uma
verdadeira calamidade financeira com a suspensão quase que total dos serviços
prestados à comunidade. Ciente de que a transparência nas ações é
imprescindível, a Associação dos Municípios das Missões (AMM) está convocando
uma grande mobilização regional comunitária na próxima quarta-feira (2/09), com
a paralisação das atividades nas 26 prefeituras missioneiras. "Nosso foco
é na conscientização da população, que precisa saber o que acontece no seu
município, e na consolidação desta rede de apoio e união de forças ao nosso movimento.
Os gestores estarão falando sobre o tamanho do débito, e medidas que estão
sendo adotadas, no esforço de manter o cronograma de atividades", explicou
o presidente da AMM, Angelo Fabiam Duarte Thomas.

 

Municípios
missioneiros pedem socorro. Queremos o que é nosso! Este será o lema do
protesto, que inicia às 8 horas da manhã com atos locais nos 26 municípios da
AMM. Na sequência, às 10h30min, será realizado na sede da Associação, em Cerro
Largo, o grande ato regional, aberto à imprensa e entidades representativas,
com uma conversa franca sobre os rumos que serão definidos a partir deste
movimento. "Juntos vamos debater o futuro da região das Missões diante
desta crise econômica, que não foi criada pelos municípios, mas está aí,
prejudicando todos os cidadãos missioneiros", alertou Fabiam, que é
prefeito de Giruá. Além da presença de lideranças regionais, estaduais e
federais, também está sendo aguardada a confirmação da participação do
presidente da Famurs, Luiz Carlos Folador.

Atendimento
à população

De acordo
com o dirigente da AMM, é fundamental o engajamento de toda a comunidade nesta
luta. "Temos que ser criativos, trabalhar ainda mais, e mostrar com muita
serenidade para a população missioneira que os prefeitos não causaram esta
situação, fomos dragados para dentro dela e queremos sair", explicou
Thomas. Ele acrescentou ainda que, quem tem filho na escola, faz uso de uma
Unidade Básica de Saúde, precisa de transporte para consulta, recebe
medicamentos, necessita de máquina para conservar uma estrada, ou seja, quem
depende do município, está diretamente afetado pela crise, e precisa saber que
as prefeituras missioneiras estão bancando os programas federais e estaduais
para que estes e outros serviços, não sejam suspensos.

De julho
para cá, quando a AMM convocou coletiva à imprensa para alertar sobre a difícil
condição dos municípios e o que tinham a receber, no total, mais de 2 bilhões
de reais da União, a situação só piorou. Os repasses não aconteceram, ao
contrário, deixaram de entrar outras parcelas forçando os municípios a
utilizarem verbas de outras fontes, para dar continuidade às demandas
essenciais para a população. "É preciso que cada cidadão missioneiro saiba
quem nos deve o que. Na sede da AMM, estaremos apresentando um balanço sobre os
serviços que já foram afetados por esta crise e aqueles que ainda serão
prejudicados, se não houver normalização dos repasses de recursos a que temos
direito", concluiu Angelo Fabiam Duarte Thomas.

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