O primeiro encontro do Grupo de Estudos Violência de Gênero,
realizado nesta semana na URI Santo Ângelo, teve como temática a Rede de
Proteção à Mulher em Santo Ângelo. O grupo é coordenado pela professora Lizete Dieguez Piber,
coordenadora da área de Ciências Humanas da URI e docente do curso de
Psicologia.
Foi realizada uma mesa de debate com a Coordenadora da
Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, sargento Márcia Ruchel, com a
Delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Elaine
Maria da Silva, com a titular da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas
para Mulheres (CMM), Simone Vargas Lunkes, e com o juiz de Direito da 2ª Vara
Criminal do Fórum de Santo Ângelo Carlos Adriano da Silva.
Para a delegada Elaine, a rede de proteção à mulher permite
um diálogo aberto e franco entre diversas frentes que atuam no município.
Precisamos trabalhar integrados para fornecer mais suporte para a comunidade.
Coordenadora da CMM, Simone afirmou que incluir a comunidade no debate é o
principal modo de transformar a realidade em que as pessoas estão inseridas.
O juiz Carlos Adriano abordou as questões e conflitos
enfrentados pelo poder judiciário em casos de violência doméstica. Já a
Sargento Ruchel reforçou que o trabalho da Brigada Militar é o de sempre evitar
a próxima vítima.
A coordenadora do grupo, professora Lizete Piber, destacou a
importância dos debates e denúncias abordadas, como feminicídio, homofobia,
machismo, dentre outras. "Nosso objetivo
é oportunizar o diálogo, como no caso da rede de proteção à mulher com a
Universidade", afirmou. Os encontros são quinzenais, e acontecem às
quartas-feiras, na sala de grupo do Prédio 3.
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