Duas pessoas, moradoras de São Luiz Gonzaga, caíram no velho
golpe aplicado pelo telefone fixo. A vítima atende e geralmente é informada
sobre sequestro de familiar ou outra situação de perigo, como a quebra de veículo na estrada.
Em março, reportagem da Missioneira já havia alertado sobre a onda de golpes.
Em um dos casos desta semana, um homem perdeu R$ 3,8 mil no
golpe. Ele recebeu a ligação de um jovem, que se identificou como seu sobrinho,
que estaria vindo passear na região. O suposto familiar disse para a vítima que
seu carro havia quebrado e precisava de dinheiro para o conserto do automóvel.
A vítima fez quatro depósitos no valor de R$ 500,00 em uma
conta do Bradesco, além de outro de R$ 1,8 mil em uma conta da Caixa. Só depois
do depósito ele ligou para o sobrinho, para verificar se estava tudo bem. Ele
informou que não havia feito a ligação e que estava no trabalho.
Suposta filha seqüestrada
No outro caso, que aconteceu ontem (30), a vítima recebeu uma
ligação de homem que afirmou que havia sequestrado sua filha. Ela
só seria libertada caso fosse depositado o valor de R$ 500,00, segundo
sequestrador.
A vítima foi à agência local da Caixa e efetuou três
depósitos, dois no valor de R$ 200,00 e um de R$ 100,00. Depois, recebeu uma
nova ligação do golpista, informando sobre a libertação da vítima. Ela foi até
a casa da filha e a encontrou dormindo e então se deu conta que caiu em um
golpe.
Como não cair no golpe?
A orientação da delegada Tânea Bratz é de sempre verificar a
situação do familiar antes de efetuar depósitos em dinheiro.
Conforme a delegada, os golpistas apelam para o lado
emocional e não deixam que a pessoa desligue o telefone. "Infelizmente
muitos caem no golpe, pois entram em pânico e não raciocinam direito",
afirma. As ligações geralmente ocorrem à
noite ou no início da manhã. "Nunca se deve fazer nenhum tipo de depósito
sem ter certeza de que se trata de um sequestro real", destaca.
O método utilizado pelos criminosos dificulta a investigação
da polícia. Segundo Tânea, é praticamente impossível recuperar o dinheiro. "É muito difícil, nós tentamos, mas
geralmente são contas de outros estados, pode demorar até um ano ou mais",
salienta Tânea.
Os números de golpe podem não exatos, já que nem todos
registram ocorrência. A orientação da delegada é sempre efetuar o registro na
Polícia Civil.
Outra orientação é de evitar informações durante o diálogo ao
telefone. Se houver crianças na
residência, é preciso orientá-las a não passar informações sobre quem está, ou
não, na casa. Mais informações na Polícia Civil, pelo 197.
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