SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Golpe do falso sequestro faz vítimas em São Luiz Gonzaga

  • 31 de março de 2016

O telefone de casa toca. Uma voz chorando diz: "mãe, socorro,
fui sequestrada". É normal, ainda mais para quem é mãe, se desesperar com a ligação. Porém, são grandes as chances de se tratar de um velho golpe, que ainda
faz muitas vítimas.

Em São Luiz Gonzaga, na semana passada, duas pessoas caíram
no golpe. Cada uma delas depositou R$ 2 mil para os bandidos. Não foi o caso da
empresária Elaine Schmeing, que foi mais esperta que os golpistas.

Ela atendeu ao telefone, quando um menino chorando disse. "Mãe,
me ajuda". Depois, outro homem falou que havia sequestrado o filho. A
empresária disse que não tinha filhos. De qualquer forma, verificou pelo Whatsapp que seu filho estava bem, então desligou.

Segundo Elaine, o aplicativo de mensagens é uma boa
ferramenta para checar a situação. "Sei que muitas vezes os filhos não gostam
de super proteção, mas nesse caso, para evitar problemas, é fundamental", comenta.

Utilizar o celular ou aplicativo de mensagens para verificar
a veracidade da situação, é a orientação da delegada Tânea Bratz, titular da
Delegacia de Pronto Atendimento de São Luiz Gonzaga. "Não podemos pensar que
não pode acontecer um sequestro ou algo assim, o que se deve fazer é se
certificar se a pessoa em questão está bem", explica.

Conforme a delegada, os golpistas apelam para o lado
emocional e não deixam que a pessoa desligue o telefone. "Infelizmente muitos
caem no golpe, pois entram em pânico e não raciocinam direito", afirma.  As ligações geralmente ocorrem à noite ou no
início da manhã. "Nunca se deve fazer nenhum tipo de depósito sem ter certeza de que
se trata de um sequestro real", destaca.

Depois de depositar o dinheiro, é quase impossível obtê-lo de
volta. "É muito difícil, nós tentamos, mas geralmente são contas de outros
estados, pode demorar até um ano ou mais", salienta Tânea.

Em caso de golpe ou tentativa, uma ocorrência policial deve
se registrada. Ao atender, também se deve passar o mínimo de informações
possíveis durante o diálogo.  Se houver
crianças na residência, é preciso orientá-las a não passar informações sobre
quem está, ou não, na casa. Mais informações na Polícia Civil, pelo 197.

 

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