Através de nota à imprensa, a Brizola e Japur, Administração
Judicial em Recuperação Judicial e Falências, se pronunciou sobre a atuação na Cotrijuí.
A empresa foi nomeada pela justiça nesta semana, após operação realizada pelo
Ministério Público (MP) nas unidades da cooperativa. A decisão do magistrado
Nasser Hatem, de Ijuí, determinou o afastamento da direção da Cotrijuí.
Conforme o comunicado, não há ordem para suspender as
atividades da cooperativa. A equipe trabalha na realização de um diagnóstico
preliminar que será apresentado em juízo. A partir disso, serão planejadas
novas ações, segundo explicaram na nota.
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A empresa adiantou que as dificuldades na Cotrijuí são grandes. Nos últimos dias cerca de 50 trabalhadores do frigorífico de suínos, localizado em São Luiz Gonzaga, foram demitidos.
A nota ainda destaca que são preservadas as atividades em funcionamento,
com implementação de sistemas de controle e conservação de valor dos ativos. O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Paulo Pires, lamentou a situação nesta semana. Em entrevista à Rádio Missioneira, ele defendeu que as coisas sejam esclarecidas.
Leia na íntegra o comunicado
"Na condição de Liquidante e Administradora Judicial nomeada
nos autos do processo n. 016/1.18.0000125-6, da 1ª Vara Cível da Comarca de
Ijuí, vimos, através da presente, esclarecer os recentes fatos ocorridos na
COTRIJUÍ. Após três anos de Liquidação Extrajudicial, com notório crescimento
do passivo, foi ajuizada ação judicial por um dos principais credores da Cooperativa
visando a conversão da Liquidação Extrajudicial em Judicial. Ademais, conforme
se vê pela mídia, foi deflagrada investigação pelo Ministério Público, com o
cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão nas sedes da cooperativa.
Tudo isso levou ao deferimento de tutela de urgência para afastamento
da diretoria nomeada durante a Liquidação Extrajudicial e a nomeação da empresa
BRIZOLA E JAPUR ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL para atuar na condição de Liquidante e
Administradora Judicial. Não há ordem para suspender as atividades da COTRIJUÍ.
Aos profissionais nomeados caberá a honrosa e difícil missão
de (i) gerir as unidades da Cooperativa; (ii) arrecadar os bens, livros e
documentos da Cooperativa, onde quer que estejam; (iii) realizar levantamento
de todos os créditos e débitos da Cotrijuí; (iv) administrar os atos
cooperativos e promover as diligências gerenciais necessárias para
funcionamento da cooperativa.
Com esse escopo, a Administração Judicial nomeada está
trabalhando incessantemente para apresentar ao Juízo um diagnóstico preliminar
da situação da Cooperativa, a fim de planejar as próximas ações. Desde já, é
possível afirmar que a Cooperativa vive um momento de grande dificuldade.
Em paralelo, sensível à importância social e econômica da
Cooperativa, a Administração Judicial está tomando as medidas necessárias para
manter as atividades em funcionamento, implementar sistemas de controle e,
sobretudo, conservar o valor dos ativos.
Desde o primeiro dia de atuação, a Administração Judicial tem
procurado
atender a todos os associados, órgãos de imprensa e
comunidade em geral e assim seguirá, procurando ouvir todos os interessados. Assim,
contamos com a compreensão e o apoio de todos para construir a melhor solução
neste momento de dificuldades"
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