O Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu o sociólogo Miguel Soldatelli
Rossetto, de 57 anos, para concorrer ao Piratini em 2018. Ele foi entrevistado
na Rádio Missioneira hoje (15), em roteiro no programa Jornal da Manhã, que
ouve as propostas dos pré-candidatos.
Rossetto destacou a experiência política no governo do Estado,
quando foi vice de Olívio Dutra e Tarso Genro. No currículo ainda consta o
trabalho como ministro do Trabalho e Previdência Social. "Temos condições de
fazer um plano de governo para mudar o Rio Grande, que infelizmente vai muito
mal", afirmou o pré-candidato.
Conforme o petista, o diálogo com a sociedade será fundamental
no mandato. "Vamos fazer escolhas,
governar de forma transparente e séria", pontuou o ex-governador,
complementando que ouvir as pessoas sempre fez parte da forma como o PT governa. "Nossa pauta é também recuperar o crescimento econômico, pois acreditamos na
capacidade de o Estado sair dessa atual agenda perdedora que os partidos
sustentam hoje", ressaltou.
Ele criticou a atuação do governador José Ivo Sartori (PMDB),
salientando que a equipe faz escolhas erradas."Trabalha mal, trabalha pouco e
com uma brutal incompetência", resumiu Miguel, citando o atraso dos salários
por 24 meses seguidos, a crise no setor leiteiro e a crise na área da
segurança.
Na área da educação, o pré-candidato defendeu investimentos nas
escolas públicas e reajuste ao magistério. Ele acredita que essa é uma medida
que também ajudará a diminuir os altos índices de criminalidade no Rio Grande
do Sul. "Com garantia de um salário adequado e boas escolas públicas podemos
combater a assustadora onda de violência", argumentou.
Em relação à dívida com a União, Rossetto afirmou que será um
desafio. Em 1999, quando estava no governo, a gestão de Olívio retirou da
negociação a privatização do Banrisul, que estava inclusa no acordo feito um
ano antes, o qual classificou de "mal feito".
Miguel defende uma renegociação justa e sem privatizações de
órgãos públicos, como fez Tarso Genro no governo de Dilma Rouseff. "Nosso
acordo de 4% em vez de 6%, mas não foi seguido por Sartori", explicou o
pré-candidato. Por fim, ele resumiu que caso eleito, a gestão envolverá os
prefeitos e a população.
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