As prisões temporárias dos 11 investigados na Operação Trapaça, deflagrada na quarta-feira (12), foram prorrogadas após a representação policial encaminhada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) ao Poder Judiciário e ao Ministério Público da comarca de Santo Antônio das Missões ter sido acolhida e deferida. A ação foi desencadeada, pela Polícia Civil, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo.
Segundo o Delegado Heleno dos Santos, que comanda as investigações, agora a Polícia Civil dispõe de mais cinco dias para acelerar as investigações policiais. Até o momento, conforme a autoridade policial, descobriu-se que o golpe pode ter lesado mais de 20 mil pessoas – bem mais do que as 4 mil vítimas inicialmente estimadas. Há indícios de uma conta bancária no exterior com mais de 700 milhões de reais.
“Diversos pedidos de apoio e colaboração de outras Delegacias de Polícia do Brasil estão chegando até a DRACO, pois o golpe parece abranger o Brasil todo”, informa o delegado Heleno. Nas diligências investigatórias, descobriu-se diversos vídeos de instrução e vídeos promocionais feitos pelos criminosos, com a intenção de ludibriar e atrair mais vítimas. Referidos vídeos fazem parte das investigações.
Ainda segundo o delegado Heleno, as investigações prosseguem em ritmo acelerado. Não se descartam novos pedidos de prisões nos próximos dias.
Com informações da Draco