Na linha de frente, com a missão de proteger, além dos seus, a sociedade, elas fazem a diferença também quando o assunto é Segurança Pública. Dia a dia, elas vêm conquistando cada vez mais espaço em uma área até então considerada essencialmente masculina. Com a superação de obstáculos e competência, as policiais ocupam posições de destaque em meio às suas atribuições, vencendo barreiras.
A capitã do 14° Batalhão de Polícia Militar, Liliane Engers Fracalossi Frölich, relembra os desafios enfrentados pelas colegas policiais militares, que ingressaram na instituição gaúcha em 1986, com a necessidade também da busca de sedimentação feminina na atuação profissional.
“Provando que a presença da mulher faz a diferença na segurança pública, em um mundo machista desde os primórdios, enfrentamos diariamente os obstáculos, a igualdade de gênero na sociedade e no cotidiano policial. Esse fato não pode impedir de percorrermos o caminho, independente do cenário em que vivemos não ser o ideal. A missão da mulher é estar onde ela quiser estar, com foco, com postura, com dedicação e, principalmente, com legitimidade puramente feminina”, reforça a capitã.
“Nós, mulheres, estamos ocupando cada vez mais espaços”
Tendo ingressado na polícia judiciária há oito anos, com atuação na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), a policial civil Rubiane Cardoso é a atual representação feminina na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga. Ela reforça que, nessa caminhada, não passou por distinção profissional, nem por parte dos colegas e nem da chefia, por ser mulher. Entretanto, preconceitos pelo fato de ser mulher atuante nessa missão ainda existem, de acordo com ela.
“No atendimento ao público, eu vivenciei situações de descrédito e preconceito, pois muitas pessoas ainda reduzem a atividade policial a uma atividade essencialmente masculina. A verdade é que nós, mulheres, estamos ocupando cada vez mais espaços, especialmente aqueles anteriormente masculinos e estamos mostrando o quanto somos capazes e que sim, fazemos diferença estando nesses lugares. Meu desejo enquanto policial mulher é que nós consigamos cada vez mais ocupar esses espaços representativos visando superar de vez as diferenças impostas para que, realmente, lugar de mulher seja onde ela quiser”, finaliza a policial civil Rubiane.
Fonte: Rádio Missioneira