O ambiente na 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos
Municípios, é de articulações,
negociações e propostas. Isso foi o que afirmou o deputado federal Jerônimo
Gerogen (PP), no Jornal da Manhã de hoje (17), apresentado ao vivo de Brasília.
Ele explico há uma participação significativa de prefeitos a
marcha, que debatem problemas do municipalismo. Conforme ele, as dívidas
previdenciárias que envolvem os municípios, aos poucos são ajustadas. Isso deve
melhorar as condições financeiras e permitir que as prefeituras atendam melhor
as demandas da comunidade.
Sobre a reforma da previdência, o deputado reforçou que não é
favorável a proposta, uma vez que a julga a reforma como negativa para os
aposentados. Diante disso, enfatizou que criou
a comissão "Previdência Livre", que apresenta novas perspectivas para os
aposentados e que conta com regras claras.
Disse que as
discussões em torno da reforma é de negociações. Segundo Jerônimo, muitas
alterações já foram realizadas na proposta. Afirmou que além disso, novas
alterações devem ser feitas, uma vez que o governo necessita de votos para
aprovar o projeto. Argumentou que o projeto até pode ser favorável, mas apenas
do ponto de vista das pessoas jurídicas.
O parlamentar se posicionou como contrário a reforma. Para
ele, a mesma irá cobrir um rombo que futuramente se repetirá. Esclareceu que
cabe aos deputados, fazerem uma análise das propostas, ouvir
aqueles que são favoráveis e aqueles que são contra.
Ele também falou sobre o Funrural, umas das temáticas que são
debatidas no encontro e que ainda não tem direcionamentos favoráveis. Jerônimo
citou que a cobrança feita pelo governo é muito alta para produtor.
Explicou há produtores que pagaram o fundo, outros depositaram em juízo,
bem como há aqueles que não pagaram em virtude de uma liminar. Com a nova
decisão judicial a liminar caiu e aqueles que não pagaram passaram a dever
milhões. "Houve um problema de orientação aos produtores quando o pagamento do
Funrural. Não pagar por conta de liminar foi perigoso. Agora teremos que buscar
as leis fiscais e tentar corrigir o problema", disse. Conforme ele é preciso
pensar medidas para que os produtores não tenham que depositar o valor devido.
Ressaltou que é preciso valorizar os produtores que já pagaram, e que não é
justo cobrar destes àquilo que será cobrado dos que devem, mesmo que
futuramente ambos tenham que pagar o fundo.
Ele apontou que não é possível comparar o governo Dilma com o
de Temer. Pontuou que no governo Dilma houve pedaladas fiscais e que isso fez
com que ela saísse do cargo. ?Ela investiu mal o dinheiro público, gerou uma
crise econômica e perdeu o cargo", ressaltou. Conforme ele, o trabalho agora
será para fazer reajuste fiscal e reparar o erro.
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