SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Cromossomo 21: conheça uma história de amor real

  • 9 de setembro de 2016

Há
sentimentos inexplicáveis e estados de "espírito" que fazem da vida da cada
pessoa, única. Sonhos, objetivos, paixões, determinação, superação, amor e
felicidade. Entre tudo, também podemos afirmar que ninguém é completo em si
mesmo. As pessoas precisam de amor, precisam amar e ser amados. Sabe-se também
que quando o amor acontece, não há distinções. Amor escolhe justamente a
singularidade de cada pessoa, que a torna diferente e única, independente de
qualquer conceito pré-estabelecido.

Essa
tese confirmada a partir de um sonho realizado e de uma história de amor que
quebra paradigmas. No dia 30 de agosto, foi apresentado em Gramado o filme
Cromossomo 21. Emocionante, reflexivo e sucessos de crítica, o mesmo conta a
história da jovem Vitória, que
possui síndrome de Down e do jovem Afonso, que não possui a síndrome. Os dois
protagonizam uma história de amor capaz de superar preconceitos. Para além das
telas e daquilo que foi idealizado pela sensibilidade e empatia do cineasta
Alex Duarte, o filme ganha a vida real. No entanto, a história de amor deles é
ainda mais especial, uma vez que ambos possuem a síndrome.

Quem conta essa história, é Cleusa de
Franceschi Brandolti, mãe de Bruna Franceschi Brandolti. A jovem que possui
Síndrome de Down e namora com  Bruno
Borges, que também possui a síndrome. Segunda ela, a sinceridade do amor entre
eles é incrível, sendo a perceptível a cumplicidade através do olhar. Ele citou
que enquanto são pequenos, não há preconceito, porém a partir do momento em que
a pessoa com Down entra adolescência começa existir discriminação. "Não culpo
as pessoas por isso, são mundo diferentes. Muitas vezes saía e via todas as
coleguinhas juntas no shopping, exceto a Bruna. As amiguinhas não convidavam e
assim ela se afastava devido a não inclusão", disse.

O
encontro

Para superar isso, a mão da jovem buscou uma
associação de downs para que a filha tivesse contato com outras pessoas. Ao
frequentara entidade, a jovem conheceu Bruno e à medida que o tempo passava e a
afinidade crescia, surgiu um amor entre os dois. Atualmente o namoro completa
apenas oito meses, e os planos do casal são cada vez maiores, já falam em
filhos e pensam em se casar.

Bruna tem 18 anos, já o Bruno 21. Dona Cleusa
conta que as famílias se conhecem, são amigas e se dão bem. "Conviemos bem. Um
vive na casa do outro", disse.

O amor
não mede consequências

A mãe de Bruna esteve na exibição do filme em
Gramado, e contou que se emocionou já nos primeiros 30 segundos, quando a
protagonista do filme se joga em frente a um carro para salvar a vida de
Alonso. "O amor é espontâneo, não mede consequências. No filme um arrisca a
vida pelo outro. E a Bruna e o Bruno, são assim, eles tem uma bondade um com o
outro, algo lindo de ver e viver", destacou

Preconceitos
 

Cleusa expressa que não há porque as pessoas
tratarem com diferença ou indiferença, pois quem possui Down é normal. "Não há
necessidade das pessoas terem preconceitos. Eles são tão normais, não são
loucos e não fazem mal a ninguém. É preciso que as pessoas repensem algumas
atitudes", afirmou. Ela também enfatiza que a Bruna tem muita independência e
que às vezes é necessário tomar alguns cuidados e passar orientações.

Dia a
Dia

A Bruna realiza e já realizou diversas
atividades, leva uma vida normal e corrida. Ela se formou no nono ano, já fez
patinação, ballet ,aulas de piano e
viola. Atualmente o casal faz aulas de dança juntos e também pretendem fazer
teatro.

Amor,
sexo e casamento

 

Cleusa falou também sobre sexo e casamento.
Conforme ela, os dois pretendem se casar e as famílias de ambos os jovens são
favoráveis. "Somos a favor. Eles são normais, amam e tem seus direitos. Tem
direito ao namoro. São jovens, tem libido e sexo não é tabu. Eles têm todos os
direitos e não impediremos nada disso. Somos a favor do casamento sim e dos
direitos de cada um. Eles possuem direito a vida", argumentou a mãe de Bruna.

A importância da associação

Ela
citou que associação possibilitou ela conhecer diversas pessoas. Participar de
festas, boates e levar uma vida normal para qualquer jovem. A mãe cita que o
trabalho de associações é importante e que pais que vivem a mesma realidade
devem buscar, uma vez que isso irá melhorar a qualidade de vida de todos, bem
como irá contribuir para maiores conhecimentos e orientações.

 

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