A equipe do Comitê de Combate a Dengue de Bossoroca reuniu-se na manhã desta segunda-feira, nas instalações da Secretaria Municipal de Saúde para debater um assunto que vem alarmando e preocupando os profissionais de combate às endemias e a população: a infestação do mosquito transmissor da Dengue e casos da doença já diagnosticados na região.
Conforme comparativo apresentado na ocasião da reunião, no 1° ciclo de 2014 foram registrados seis focos positivos no município, sendo que no 1° ciclo de 2015 registrou-se 15 focos também positivos, o que revela um aumento de 6,8% do índice de infestação predial do Aedes Aegypti em Bossoroca. O comitê municipal, que é composto por representantes das secretarias municipais, escolas, agentes de saúde, vigilância ambiental, vigilância sanitária, Defesa Civil e Brigada Militar, definiram medidas de ações em conjunto para intensificar a campanha de prevenção contra a Doença da Dengue.
Medidas de prevenção
A melhor arma de combate são as medidas preventivas. Mais do que nunca, precisamos estar atentos e tomarmos determinados cuidados como manter limpo seus terrenos e pátios com a grama aparada e livre de mato e de sujeira; evitando o acúmulo de água em vasos, pneus, latas e qualquer recipiente que possa servir para que o mosquito da dengue se multiplique.
Medidas educativas serão divulgadas através de jornal impresso, sites, rádio, palestras nas escolas, carro de som pelas ruas da cidade, visitas domiciliares e distribuição de panfletos educativos. Todos são responsáveis pela saúde da comunidade e estes animais e insetos não ficam restritos somente a nossas residências de forma que temos que agir todos juntos para prevenir doenças e erradicar pragas, lembrando que o mosquito pode atingir um raio de 300 metros de circulação.
Focos da doença
Segundo a secretária municipal da Saúde, Maria de Fátima Lançanova Machado, “nunca os municípios estiveram tão infestados com o mosquito Aedes Aegypti, isso nos preocupa muito porque sabemos que existem casos confirmados de Dengue e outros com suspeita em nossa região'', afirma.
''Em Bossoroca ainda não existe a doença, mas basta alguém ou um mosquito infectado chegar aqui que teremos uma epidemia bem alarmante. A estimativa é que cerca de 50% dos mosquitos existentes aqui sejam os transmissores da Dengue. O jeito é exterminar os focos, evitar que os mosquitos consigam colocar seus ovos. Olhem seus pátios e mantenha-os limpos, pois não existe remédios para tratar a Dengue, e sim apenas os sintomas. Na verdade o único remédio é a prevenção. Então pedimos encarecidamente à comunidade para que ponha suas mãos na consciência e ajude-nos a combater o mosquito”, complementa a secretária.
Outro fato importante que está sendo informado à comunidade é que a responsabilidade do cuidado e limpeza de seus terrenos e pátios é dos seus respectivos donos. Os profissionais da vigilância ambiental e sanitária são agentes de combate às endemias, cabendo aos mesmos apenas a fiscalização, orientação e controle dos focos.
Casas serão visitadas
A vigilante ambiental, Eunice Reis, relatou o seguinte, “temos em Bossoroca 89 quarteirões para cobrir, e somos apenas 3 vigilantes ambientais, dessa forma é realizada uma LirAa rápira (Levantamento do índice rápido do Aédis aegypti), essa LirAa é realizada pelos Coordenadores de Campo de Santo Ângelo – Funasa – e compreende um sorteio de 22 quarteirões desses 89, o qual é realizado por um programa de computação, então os vigilantes tem um prazo de uma semana para recorrer esses 22 quarteirões e coletar amostras de focos, as quais serão enviadas à Santo Ângelo e posteriormente à Porto Alegre.
Nas visitas rotineiras as amostras coletadas giram em torno de 45 a 50% de positividade. Também são realizadas de 15 em 15 dias visitas nos pontos estratégicos, que compreendem 14 lugares com mais transição de veículos, como postos de combustíveis e borracharias, por exemplo”. Eunice também informou que uma vez por mês é recorrido nove pontos estratégicos localizados em rincões do interior do município.
Ainda não há registro da doença
A secretária Maria de Fátima ressaltou que já foi abordada para pedido de informação referente à popular “fumaçinha” para dedetização do mosquito na cidade, segundo a mesma relata, essa medida só é possível de ser realizada quando existe caso confirmado de Dengue no município, dessa forma se mobiliza o Estado o qual fornece o material e aparelho para tal ação. Como já foi citado, Bossoroca ainda não teve registro da doença, e toda população deve colaborar para que não tenha.
Maria de Fátima também expos durante a reunião do Comitê os ofícios recebidos do Hospital de São Luiz Gonzaga e da 32ª Coordenadoria Regional de Educação solicitando que o município tome providências para que sejam eliminados os focos que possam estar contaminados com larvas e/ou mosquito transmissor da Dengue, mediante a situação em que se encontra nosso país em relação a doença, diante de uma possibilidade de Epidemia.
Os órgãos já estão se mobilizando. Mobilize-se você também Cidadão.
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