A semana passada foi
importante para busca de emendas parlamentares. A diretora da Rádio
Missioneira, Luciana Ottoni esteve em Brasília durante esse período, com o
principal objetivo de articular diálogos em busca de recursos para o Hospital
de São Luiz Gonzaga, Ong Amada Helena e Uergs.
Segundo ela, o motivo que
a fez se sensibilizar com a causa, é que além de ser uma luta necessária, teve
experiências pessoais que a fizeram ter empatia pela causa. Ela perdeu seu filho Ives, morto de forma brutal aos
oito anos, depois de ser sequestrado. "Meu compromisso é com a vida, e conhecer
esse projeto é me engajar em uma luta de extrema importância para que possamos
ver os problemas sociais", disse.
Conforme
Keiko, o número de óbitos na hora do parto é crescente e não se pode dar as
costas para o problema. A deputada acenou que para as demandas da ONG, os
deputados têm de dar uma resposta e que quem luta pela causa deve estar
extremamente empenhado. "Essa casa só funciona sob pressão e quem luta precisa
ser insistente e disposto. É preciso seguir um passo a passo, sendo o primeiro
deles uma audiência pública", afirmou.
Ela
afirma que as mulheres têm sensibilidade extrema e que a dor e sofrimento fazem
com que tenham força para transformar as dores em lutas. Keiko enfatizou que o
que a levou a política foi à morte do filho, quando após o ocorrido, criou o
"Movimento Paz e Justiça Ives Ota" e que a partir disso começou a militar junto
a essas famílias. Somente 15 anos depois ocupou uma cadeira, por acreditar que
havia um descaso muito grande quanto ao atendimento das famílias vítimas de
violência. Essa era minha luta. "Consegui muita coisa para essas vítimas. É importante
as mulheres saberem que não precisam ter medo, que se elas têm uma causa elas
podem lutar por aquilo", destacou.
Falou à emissora também a representante do
Brasil em Nova
York, Roseli Sadi. Conforme ela é uma tristeza ver uma mãe que perde seu filho
não ter suporte. Em relação à ONG, ela afirmou que pode sim levar a causa até a
ONU.
Roseli destacou que até hoje não teve contato
com projetos semelhantes com o da ONG Amada Helena. "Quero poder ajudar.
Sentirei muito prazer isso. Quero fazer
um evento nas Nações Unidas para mostrar ao mundo todo o que tem sido feito das
mães no Brasil. A luta de da presidente da ONG é surpreendente e ela conseguirá
chegar até lá", argumento.
O deputado Fernando Marroni disse que o
projeto é meritório e que não deve haver maiores dificuldades para encaminhar o
projeto. Já a embaixadora da paz, citou a surpresa em ver a luta da comissão
são-luizense em Brasília. Destacou que é necessário que esse projeto receba a
devia importância e que irá buscar fazer um anteprojeto sobre ONG Amada Helena.
"Se esperar um deputado fazer algo, não acontecerá, porque ele tem muito para
fazer, então se levar o projeto pronto para o deputado é mais fácil parra que
ele encaminhe ao plenário", declarou.
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