A cena é
comum em novelas: o casal quer adotar uma criança. Detalhe: branca, de até no
máximo dois anos e sem problemas de saúde. Não se trata de ficção. Na vida
real, é assim mesmo que ocorre. Na comarca de São Luiz Gonzaga, dos 30 casais
aptos a adotar, 21 querem crianças nesse perfil.
Existe uma
disparidade no número de crianças desse perfil e o número de pais que querem
adotar crianças. A afirmação é da assistente social Lilian Couto Gonçalves, do
Fórum local. A expectativa por um bebê nessas condições aumenta o tempo de
espera.
Realidade dos abrigos
Conforme
Lilian, a realidade dos abrigos onde há crianças para serem adotadas é
diferente. Muitos são irmãos, que não são separados. A maioria tem idade
superior a dois anos.
Dúvidas na hora de adotar
Adotar uma
criança é algo sério. Por isso, é necessária uma avaliação social e
psicológica. Porém, ocorreram avanços nesse sentido. Para entrar com um
processo, não é necessário contratar advogados. A adoção também não escolhe
sexo, etnia ou preferência sexual. Casais homoafetivos, assim como pessoas
divorciadas podem adotar.
O processo é
longo, uma vez que é necessária uma preparação para receber a criança. O
requerente (pessoa que vai adotar) participa de entrevistas e recebe
orientações.
A criança
também passa por preparação. Outra etapa é o estágio de convivência, que é um
período de adaptação ao novo lar.
Grupo de adoção
O fórum
possui um grupo com pessoas interessadas no tema. As reuniões ocorrem
periodicamente. Neste semestre, haverá um novo encontro, com data a ser
divulgada. Mais informações no telefone 3352-4560.
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