Os servidores do Judiciário gaúcho permanecem em greve. Na Comarca de São Luiz Gonzaga, a maioria aderiu ao movimento e continuam paralisados. Eles permanecem reunidos no saguão de entrada do Fórum, discutindo a situação da categoria e no aguardo de informações sobre as pautas que estão sendo defendidas e a abertura da mesa de negociações com a Administração do Tribunal de Justiça.
Falando para a reportagem da Rádio Missioneira, o servidor Paulo Primmaz, representante do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (SindjusRS), em São Luiz Gonzaga, somente o mínimo legal está atuando, conforme exigido quando uma categoria entra em greve, ou seja, 30%. Segundo o sindicalista, a categoria que está em greve desde a última terça-feira(24), tem grande adesão em todo o Rio Grande do Sul, nas suas 164 Comarcas. Devido ao menor número de funcionários atendendo, o andamento dos processos a partir de agora, já começa a ser mais lento e demorado, tendo em vista o acumulo de documentação.
Entre as reivindicações, os trabalhadores pleiteiam uma resposta do Poder Judiciário ao Projeto de Lei 93/2017, que, caso aprovado, deverá extinguir os cargos de oficial escrevente do quadro funcional do TJ, substituindo-o por um cargo de técnico judiciário.
Alguma novidade sobre a greve, deve acontecer após a Assembleia Geral Extraordinária e Ato, em Porto Alegre, convocado pelo Sindicato da categoria, para esta terça-feira(01), que deverá acontecer em frente ao Tribunal de Justiça, com início às 9h30min. Será realizado um ato público no local, e, logo após, seguem em uma caminhada em direção à Assembleia Legislativa, onde será acompanhada a reunião de líderes das bancadas que inicia às 11h30min. Após o encerramento da reunião, terá início a Assembleia Geral Extraordinária, que fará uma avaliação do movimento grevista e análise de possível proposta do Tribunal de Justiça.
Rádio Missioneira