O Rio Grande do Sul deve produzir 33,2 milhões de toneladas de grãos, conforme o 10º levantamento da safra 2024/25, divulgado na manhã desta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma queda de 9,8% em relação à safra passada. Para a área plantada, a estimativa é de 10,38 milhões de hectares, uma redução de 0,4%.
Apesar do volume expressivo, o ciclo é marcado por contrastes. A estiagem, que afetou principalmente o desenvolvimento da soja, reduziu a produção gaúcha. No entanto, o mesmo clima seco favoreceu as lavouras de arroz irrigado e não prejudicou as lavouras de milho, implementadas mais cedo. Recentemente, as chuvas intensas afetaram a implantação das culturas de inverno e provocaram perdas localizadas, especialmente em áreas de trigo e canola. Mesmo com esse cenário adverso, o estado se mantém como o quarto maior produtor nacional, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás.
O arroz alcançou 8,3 milhões de toneladas (+15,9%), com área de 951,9 mil hectares (+5,7%). Com expectativa de área de 42,4 mil hectares, o feijão teve retração de 12,6% na área cultivada. Já na produção, a estimativa é de aumento de 2,5%, chegando a 73,5 mil toneladas.
Principal cultura agrícola do estado, a soja também já teve a colheita finalizada. A oleaginosa teve aumento de área (+1,3%) em comparação à safra passada e alcançou 6,85 milhões de hectares. No entanto, a estiagem no verão reduziu drasticamente a produtividade, resultando em uma colheita de 14,28 milhões de toneladas — queda de 27,3% em relação ao ciclo anterior.
Já o milho da 1ª safra apresentou cenário oposto: mesmo com redução de 12,2% na área cultivada, a produção cresceu 12% devido à boa produtividade, totalizando 5,43 milhões de toneladas.
O trigo, cultura mais representativa do inverno, teve nova redução de área (-10,2%) em relação à safra anterior, e deve render 3,81 milhões de toneladas (-2,6%).
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa