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Autoridades da região destacam a crise no setor produtivo causada pela seca

A mobilização que ocorre na manhã desta segunda-feira, dia 17, na Rua Treze de Maio, em frente ao banco do Brasil de São Luiz Gonzaga reúne centenas de pessoas entre produtores e liderança políticas e sindicais da Região das Missões. A opinião unânime é que, se algo não for feito com urgência pelo governo federal em prol dos produtores, a crise que hoje está no campo vai chegar na cidade, ou seja, na mesa da população.

Presente na manifestação, que marca o lançamento da 11ª edição do Grito de Alerta, que ocorrerá no dia 19 de março, também em São Luiz Gonzaga, a vice-prefeita de Rolador, Loiara Ramos dos Santos, destacou que ‘situação na região é lamentável e em Rolador não é diferente. Por isso estamos aqui hoje, juntos ao nosso produtor. Fato é que o Estado e União têm de fazer algo para que os problemas hoje enfrentados pelos agricultores sejam mitigados e não afetem toda a nossa sociedade, pois tratamos aqui  da produção de alimentos. A falta de chuva marca quatro anos de problemas e não há mais o que fazer em termos de renegociação de dívidas”, afirmou ela. Para a presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Maragareteh Costa Beber, a causa é uma luta única que precisa demonstrar insatisfação e indignação pela forma que tratam a agricultura no Brasil. “Se dessem o devido o valor ao setor produtivo, esse protesto não seria necessário. O fato é que não temos uma solução a curto prazo e os produtores estão se endividando de tal forma que muitos vão abandonar a atividade. Todos os produtores e quem se preocupa com a produção de alimentos deveriam estar aqui. A situação é muito grave.”

Também presente no ato, o vice-prefeito de São Luiz Gonzaga Paulo César Garcia, o Fraguinha, afirmou que ” trata-se de um grito de alerta, de socorro em busca do apoio do governo federal. É o início de mobilização para sensibilizar a União e reduzir o sofrimento dos nossos produtores. Se os agricultores não forem auxiliados todos irão padecer, inclusive o povo da cidade com alta de preços nos supermercados e falta de alimentos.” Já o presidente da Coopatrigo e da FecoAgro, Paulo Pires, salientou que “a razão de ser da cooperativa é o produtor e estamos juntos nesta luta. Vamos participar sempre. A situação é muito mais complexa do que se parece, então é preciso se fazer algo urgente. São 15 municípios em mobilização hoje e o Grito de Alerta em março se faz muito necessário. A pauta passa pelo Proagro, financiamentos e revisão do endividamento, pois quem tá colhendo precisa de masi apoio e menos cobranças. Temos 38% de quebra da safra no Estado e 60% de quebra da safra aqui na Região das Missões, então medidas realmente eficazes são urgentes.”

Para Luiz Fernando Pires, suplente de deputado estadual, “quanto há uma estiagem dessa magnitude toda a economia é atingida. Somos a região mais afetada e precisamos de um olhar diferente, com securitização e ampla renegociação. São três estiagens em quatro anos e não há mais como produtores aguentarem mais tempo produzindo dessa forma. A agricultura é uma indústria a céu aberto, que movimenta o nosso Estado, e precisa ser valorizada como tal.”

 

FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA

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