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Guerra de facções teria motivado chacina em Santa Rosa

A saída de um líder do tráfico da prisão é apontada como motivo de uma guerra entre facções rivais e que resultou em uma chacina com quatro pessoas mortas e outras duas feridas na semana passada em Santa Rosa.

Conforme apuração da Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar e do Instituto-Geral de Perícias (IGP), ao menos três atiradores chegaram ao apartamento, fortemente armados e equipados com coletes balísticos e radiocomunicadores. Chegaram disparando. Os sinais de violência do ataque estão estampados em dezenas de marcas de tiros sobre a mobília e nas paredes.

Os quatro mortos foram identificados como sendo Guilherme Rugine, 21, Samuel dos Santos da Silva, 18, Milene Gomes da Silva, 26 e Radamés Fortes Muller, 25.

A situação estaria sendo monitorada pelos rivais, que estavam de prontidão. O ataque, segundo autoridades, deixou três integrantes do grupo que estavam dentro do apartamento mortos. Além deles, um dos membros da quadrilha que chegou atirando também morreu no confronto.

Depois do tiroteio, brigadianos localizaram dois homens baleados. Um deles foi achado na rua. O outro, ao buscar socorro médico numa instituição de saúde. Segundo a investigação, seriam sobreviventes do tiroteio. Os dois foram atendidos e presos em flagrante.

Diversas armas, cápsulas deflagradas, munição intacta, coletes e aparelhos de comunicação foram apreendidos e serão periciados. Carros e outros objetos também foram recolhidos pelos investigadores.

A polícia indica que as facções envolvidas seriam as mesmas que rivalizam atividades criminosas com bases em Porto Alegre, Região Metropolitana e Vale do Sinos. As apurações preliminares dão conta de que o episódio violento decorre da soltura de um líder de facção, que, ao retornar a Santa Rosa, teria declarado guerra a rivais, ordenando a tomada de pontos de tráfico.

Ao evidenciarem a presença e os planos desta liderança, chefes do grupo rival armaram postos de resistência aos possíveis ataques. Os nomes das lideranças apontadas pelas autoridades são preservados para não prejudicar as apurações.

 

Foto: Lavínia Fritzen / Agencia RBS

Fonte: GZH e Uol

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