Um olhar mais próximo dos departamentos operacionais da Polícia Civil ao interior do Estado e uma instituição que, além de ser vocacionada a uma investigação criminal qualificada, também evolua constantemente em sua atuação protetiva, com escuta diferenciada, com relação aos grupos vulneráveis, são dois grandes objetivos do novo Chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Fernando Sodré. Ele, que esteve à frente da delegacia regional de Santo Ângelo até assumir a nova missão em Porto Alegre, concedeu entrevista no Jornal da Manhã nesta terça-feira (28).
O delegado ressalta que é possível a instituição aliar o rigor no trabalho de combate ao crime com essa atenção cada vez mais especial de respeito às vítimas vulneráveis e no trabalho de atendimento ao cidadão.
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“Acho que é muito importante ter a pauta de defesa da mulher, ter a pauta dos grupos vulneráveis, seja a questão de raça, de orientação de gênero e outras coisas que eu acho que são importantes. Eu, como militante e doutorando em Direitos Humanos, acredito que é relevante a gente introduzir também esse viés cada vez maior. Já é do DNA da Polícia Civil, mas a gente pode evoluir isso cada vez mais”, menciona o Chefe da Polícia Civil gaúcha.
Crime organizado
Novas Delegacias de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) devem ser anunciadas no interior do Estado, conforme Sodré. O intuito é fazer com que se evite que ocorra a instalação de grupos criminosos, buscando que o cenário não chegue ao patamar de outros locais.
“Se o enfrentamento começar o quanto antes, continua a dificultar que esses grupos se instalem. Essas é uma das nossas estratégias”, comenta o delegado.
O Chefe da Polícia Civil do Estado menciona também o enfrentamento ao tráfico e às questões afins, ao sequestro de bens e à lavagem de dinheiro como estratégias de atuação.
“É uma série de ações que a Polícia Civil já vem fazendo, uma boa parte delas, mas vamos fazer um esforço imenso para que a gente possa, principalmente, interiorizar os nossos departamentos operacionais e fortalecer cada vez mais nossas Dracos, com as outras delegacias seguindo com as mesmas importâncias que sempre tiveram para as comunidades. Essas prioridades continuam todas a valer”, destaca Sodré.
Ao evoluir com essa interiorização de ações de departamentos operacionais, como o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e com a atuação da Polícia Civil também como polícia protetiva às vítimas, aliada à investigação qualificada, o delegado acredita que poderá ser considerada cumprida a sua missão enquanto Chefe de Polícia.
Fonte: Rádio Missioneira
Fotos: Luís André/Secom e Polícia Civil