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Conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa marca o 15 de junho

O 15 de junho é marcado como Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência Contra a Pessoa Idosa. Agora em 2023, o estatuto voltado a esse grupo vulnerável completa duas décadas. Neste cenário, observa-se, de acordo com a delegada da Delegacia de Polícia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV), de São Luiz Gonzaga, Tanea Bratz, o quanto se faz necessária a aplicação efetiva da legislação.

De acordo com a autoridade policial, para isso, é necessário que as denúncias sejam realizadas. Ela reforça que, na delegacia onde ela responde como titular, as denúncias recebidas envolvem os idosos que são considerados vítimas.

“A partir do momento que chega ao nosso conhecimento esses possíveis crimes contra idosos, nós imediatamente tomamos as providências de identificar as pessoas, a gente faz uma visita. Nos casos em que eles podem se deslocar, eles vêm até a delegacia. Em outros casos, eles são ouvidos em suas próprias residências”, explica a delegada.

Além disso, há solicitação ao Centro de Referência de Assistência Social (Creas), no intuito de se obter atendimento psicossocial, sendo todas as denúncias que chegam a DPPGV averiguadas. Nesse panorama em que as denúncias são importantes, a delegada reforça a necessidade de que se reflita para que os meios, como o Disque 100 e o Disque 180, não sejam utilizados para trotes, com denúncias infundadas.

O maior número de denúncias ligadas a idosos, realizadas na DPPGV, está relacionado a maus-tratos, como privação de alimentos e cuidados de higiene. Mesmo com esse predomínio, no contexto que abrange esse grupo vulnerável, também há casos de agressões físicas.

“Nós temos casos de violências praticadas por familiares, por cuidadoras, casos bem sérios que nos preocupam, entristecem-nos. E, claro, efetivamente precisamos de uma data. Há data prevista no caso de mulheres vítimas, das crianças e dos idosos não poderia ser diferente. Via de regra, esses idosos não têm acesso para fazer uma denúncia. Alguns já sofrem de alguma demência, estão acamados. Então, são privados, muitas vezes, do básico (alimentação, medicamentos, cuidados com a higiene)”, explica .

A delegada Tanea reforça que, para que seja feita a denúncia, basta que se tenha uma suspeita, sem a necessidade de comprovação. A partir disso, a Polícia Judiciária procede a investigação.

“Nesses relatos, é difícil a prova. Muito possivelmente vizinhos, testemunhas, que escutam não irão ter essa certeza. Iremos ter que fazer toda uma investigação, juntar elementos probatórios para, aí sim, nós comprovarmos”, explica Tanea.

Confira o Estatuto da Pessoa Idosa aqui.

Rádio Missioneira

Foto: Pixabay

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