Porto Internacional de Porto Xavier suspende travessias e Defesa Civil faz alerta para risco de enchente

Ultima balsa atravessou às 9 horas de quinta-feira, quando o rio já estava 7 metros e 70 centímetros acima do nível. Também São Borja está se preparando caso a situação se agrave

A Defesa Civil municipal de Porto Xavier está organizando um plano de contingência caso haja um agravamento do problema e no final desta tarde, famílias já começaram a ser removidas dos locais de risco. Na reunião, que aconteceu nesta quinta-feira, dia 26 de junho, no gabinete do prefeito Paulo Sommer, foi emitido boletim de alerta aos ribeirinhos, pois não se pode precisar o quanto o rio ainda pode crescer. A informação da Defesa Civil é de que a vazão de água na Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó segue aumentando, e o rio está crescendo em torno de 27 cm por hora. Os moradores que já foram removidos estão sendo alojados em casas de parentes e em clubes da cidade, com todo apoio da equipe da Defesa Civil. Foi montado um posto de atendimento que está em funcionamento junto a Brigada Militar, e a população pode contatar pelo telefone 190.

De acordo com a Secretaria municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Porto Xavier até esta quinta-feira, dia 26 de junho, já choveu entre 170 a 200 milímetros e o nível do rio Uruguai vem aumentando. Por isto a decisão de suspender os serviços da balsa. Também em São Borja a Defesa Civil do município está monitorando o nível das águas, que vem subindo gradativamente rápido. A orientação é de que a população tenha cuidado e qualquer dúvida deve ligar para o Corpo de Bombeiros (193) ou Prefeitura de São Borja (3431–9818/ramal 255).

Segundo a administração da balsa no Porto Internacional, às 08h da manhã de hoje, logo ao abrir o porto, a marinha argentina entrou em contato solicitando o cancelamento das travessias, pois o nível máximo do rio para a operação da balsa na Argentina é calculado em 7m e 40 cm. Em Porto Xavier o nível máximo é de 7m e 70 cm, e como havia uma grande fila de veículos e torcedores argentinos que vieram ao Brasil para assistir o jogo da Argentina na copa, a administração brasileira da balsa entendeu que ainda era possível fazer uma última travessia. No entanto, vários caminhões, principalmente paraguaios, não puderam passar e terão que aguardar até que as águas do rio Uruguai voltem a baixar.

Situação em São Borja

Para discutir estratégias de amparo às famílias que podem ficar desabrigadas em São Borja, nesta quinta-feira, no gabinete do prefeito Farelo Almeida teve uma reunião com o coordenador da Defesa Civil e Secretário de Segurança Pública Elcio Carvalho, o Comandante do Corpo de Bombeiros, Adilson Araújo, o Secretário de Infraestrutura Lair Fontela, o secretário Antonio Corin, coordenadores da prefeitura Alex Fabian Pinto e Jean Gasperin.

Como há previsão de chuva para os próximos quatro dias, a preocupação do grupo é com a abertura das represas de Machadinho e Itá, onde a consequência será a cheia em São Borja, que deve superar os 13 metros acima do nível do rio desabrigando em torno de 15 famílias. O prefeito Farelo Almeida já disponibilizou a sede do Giama no Bairro do Passo e o grupo fez alguns contatos com Associações de Moradores a fim de abrigar as pessoas. A Prefeitura também vai disponibilizar caminhões para mudança, além de uma retroescavadeira para auxiliar os desabrigados. Uma família já está acolhida na Associação de Moradores do Porto do Angico, e quem necessitar de auxílio deve ligar para os bombeiros no telefone 193.