Novembro é o mês de reforço da vacina contra a febre aftosa - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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São Luiz Gonzaga
5 de novembro de 2013
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Novembro é o mês de reforço da vacina contra a febre aftosa

5 de novembro de 2013 l 07:41
Materia atualizada: 05/11/2013 l 07:41




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A Secretaria da Agricultura do Estado – 17ª Supervisão, informa aos produtores rurais que a partir do dia 1º de Novembro, terá início a campanha do reforço contra a febre aftosa para animais até 24 meses de idade, estendendo-se até dia 30.

Municípios que possuem vacinadores comunitários, o programa segue o mesmo da etapa passada, “O vacinador vai até a propriedade”.Quem não realizar a vacinação estará sujeito a pagamento de multa e ficará impossibilitado de tirar a GTA – Guia de Transito animal – e qualquer outra atividade junto a Inspetoria Veterinária.

O produtor rural deve procurar entrar em contato com o vacinador de sua comunidade.  Maiores informações referentes á vacina são adquiridas diretamente na IVZ – Inspetoria Veterinária e Zootécnica de seu Município.  Para melhor esclarecer sobre essa doença, trazemos informações do site http://www.saudeanimal.com.br/aftosa.htm, com a Diretora de Conteúdo e Editora Chefe, Lúcia Helena Salvetti De Cicco:

AFTOSA: A doença é produzida pelo menos por seis tipos de vírus, classificados como A,O,C,SAT-1,SAT-2 e SAT-3, sendo que os três últimos foram isolados na África e os demais apresentam ampla disseminação. Não há transmissores de aftosa, o vírus é vinculado pelo ar, pela água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e a luz.

TRANSMISSÃO:A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa. O Vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando o animal é muito contagioso.

Quando as vesículas arrebentam, o vírus passa à saliva e com a baba infecta os alojamentos, os pastos e as estradas onde passa o animal doente. Resiste durante meses em carcaças congeladas, principalmente na medula óssea. Dura muito tempo na erva dos pastos e na forragem ensilada. Persiste por tempo prolongado na farinha de ossos, nos couros e nos fardos de feno.Outras vezes o contágio é indireto e, nesse caso, o vírus é transportado através de alimentos, água, ar e pássaros. Também as pessoas que cuidam dos animais doentes levam em suas mãos, na roupa ou nos calçados, o vírus, o qual é capaz de contaminar animais sadios. Nos animais infectados naturalmente, o período de incubação, varia de dezoito horas e três semanas.

SINTOMAS:A elevação da temperatura e a diminuição do apetite são os primeiros indícios da infecção. O vírus ataca a boca, língua, estômago, intestinos, pele em torno das unhas e na coroa. No inicio, febre com papulas que se transformam em pústulas, em vesículas, que se rompem e dão aftas na língua, lábios, gengivas e entre os cascos, o animal baba muito e tem dificuldade de se alimentar. Devido às lesões entre os cascos, o animal tem dificuldade de se locomover. Nos dois primeiros dias a infecção progride pelo sangue produzindo febre; depois aparecem as vesículas na boca e no pé. Também surgem nas tetas. Então a febre desaparece, porém, a produção de leite cai e a manqueira aparece, bem como a mamite com todas as suas graves conseqüências.

As vesículas se rompem e libertam um líquido transparente ou turvo; aftas, que aparecem após 24 a 48 horas, resultantes são dolorosas e podem sofre infecção secundária. A secreção de saliva aumenta e fios de baba começam a cair da boca. O animal mastiga produzindo ruído caracterizado, ao abrir a boca, chamado "beijo da aftosa". Nos ovinos e caprinos, as lesões das patas são características, enquanto que as da boca podem ser pequenas e passarem desapercebidas.

PREJUÍZOS CAUSADOS:A gravidade da aftosa não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. Causa em conseqüência da febre e da perda de apetite, sob as formas de quebra da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode levar à morte, principalmente os animais jovens; As propriedades que têm animais doentes são interditadas; A exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil; Provoca aborto e infertilidade; Os animais doentes podem adquirir com maior facilidade outras doenças, devido à sua fraqueza.

CUIDADOS COM A VACINA: Antes da aplicação devem ser obedecidas as recomendações do fabricante e alguns cuidados devem ser rigorosamente observados, tais como:Conservação Adequada das Vacinas; As vacinas devem ser conservadas na temperatura entre 2 e 6 graus centígrados, em geladeiras domésticas ou em caixas térmicas com gelo; É muito importante a conservação, pois tanto o congelamento quanto o calor inutilizam a eficiência da vacina; O transporte das vacinas do revendedor até a propriedade deve ser sempre feito em caixas térmicas com gelo;

A dose a ser aplicada em cada animal deve ser aquela indicada no rótulo da vacina. Uma dosagem menor do que a indicada pelo fabricante não vai oferecer aos animais a proteção desejada;
Não devem ser utilizadas agulhas muito grossas, pois a vacina pode escorrer pelo orifício deixado no couro do animal pela agulha e em conseqüência, diminuir a quantidade de vacina aplicada;
A vacina deve ser aplicada embaixo da pele;

Os animais sadios deverão ser sempre vacinados, pois os doentes ou mal-alimentados, não respondem bem à vacinação e, nesses casos, é conveniente procurar orientação com o Médico Veterinário. Os efeitos da vacina somente aparecem depois de 14 a 21 dias de sua aplicação. Se os animais apresentarem a doença antes desse prazo, é sinal que já estavam com a doença quando foram vacinados, mas ainda não tinham manifestado seus sintomas.

Essas informações seguem a seguinte Bibliografia: Millen, Eduardo, 1983; Guia Técnico Agropecuário – Veterinária e Zootecnia, Guia Rural Abril, 1988; Editora Abril, Coordenadoria de Defesa Agropecuária Estadual.


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