Em reunião com a bancada do PDT governador eleito do RS pediu apoio para prorrogação da lei que aumenta o ICMS - Rádio MissioneiraRádio Missioneira
55.99986.2313 (55) 3352-4141

PREVISÃO DO TEMPO

São Luiz Gonzaga
8 de novembro de 2018
55.99986.2313 (55) 3352-4141

Em reunião com a bancada do PDT governador eleito do RS pediu apoio para prorrogação da lei que aumenta o ICMS

Foto: Arquivo/Rádio Missioneira
8 de novembro de 2018 l 15:31
Materia atualizada: 08/11/2018 l 15:37

Eduardo Loureiro se posicionou contra. “Não podemos transformar o provisório em permanente, o governo teve todas as oportunidades pra tomar medidas de cortes e racionalização, e não o fez”





Compartilhe!

O deputado estadual Eduardo Loureiro foi entrevistado na manhã desta quinta (08) na programação do Jornal da Manhã. Ele falou da primeira reunião do governador eleito Eduardo Leite (PSDB) com os deputados da bancada do PDT. O Encontro aconteceu na quarta-feira (07) na Assembleia Legislativa.

Embora o governador eleito tenha manifestado em campanha que o aumento de impostos era descartado em um possível governo, o principal motivo da reunião é o desejo de apoio na aprovação de um Projeto de Lei de autoria do Executivo que prorroga o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por mais dois anos. O acréscimo foi aprovado em 2015, no primeiro ano do governo Sartori e tem prazo de término em 31 de dezembro.

Segundo Loureiro o pedido do novo governador foi justificado pela dificuldade financeira do Estado. O político prevê que hoje chega a Assembleia Legislativa o PL prevendo manutenção deste aumento. Sua posição pessoal é de votar contra por uma questão de coerência, Loureiro foi o autor da emenda que previu o fim do aumento no final de 2018, o texto original enviado pelo governador José Ivo Sartori previa prazo indeterminado.

 “Não acredito que a solução para os problemas sejam o aumento de impostos, todos os governos propõem aumento de impostos e resolveu? Claro que não”, disse, sugerindo que há outros caminhos para a recuperação financeira do Estado como medidas de cortes e racionalização da despesa pública, além de investimentos no combate a sonegação e cobrança da dívida ativa.

Outro meio destacado pelo deputado é o empenho na renegociação da dívida do Estado com a União. Não nos termos atuais, mas em termos adequados e vantajosos para o Rio Grande. Ele citou a Lei Kandir que foi aprovada há mais 20 anos e ainda não foi regulamentada. O texto desta lei prevê um equilíbrio, uma compensação financeira para os estados exportadores, já que setores da economia são isentos de pagamento de ICMS. “O governo federal deveria compensar esses estados, o RS tem um crédito de R$ 50 bi pra receber”, disse, ao reafirmar que “são estes os caminhos e o governador não deve, mais uma vez, voltar à velha forma de aumentar impostos”.

Em relação à votação destacou que a bancada do PDT não fechou questão e que até o momento cada um vota de acordo com a consciência, para o pedetista o imposto precisa baixar. “Não podemos transformar o provisório em permanente, o governo teve todas as oportunidades pra tomar medidas de cortes e racionalização, e não o fez” concluiu.

Não é momento para aumento salarial

Loureiro também se posicionou sobre possível aumento salarial para servidores do Judiciário, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. O reajuste de reivindicado de 5,53% somado aos 8,13%, já atendidos há dois anos, representa apenas a metade das perdas de aproximadamente 26% registradas durante os últimos anos. No entanto ele justifica que a situação financeira do Rio Grande não permite. O assunto também foi tratado durante a reunião de ontem, e a bancada do PDT se posicionou contrária a um possível aumento.

Após as eleições o momento é de expectativa

Perguntado sobre as expectativas em relação ao novo presidente Jair Bolsonaro, Loureiro disse que torce para dar certo. “Dentro do regime democrático, temos um governo eleito, e sempre torci que a partir das eleições pudéssemos conquistar uma estabilidade política maior”, respondeu. Complementando que nestes dois ou três anos foi registrada uma instabilidade que impediu o governo de pautar assuntos que podiam fazer a diferença na vida das pessoas. Afirmou que não se discute mais com a ênfase que deveria ser dada as questões como reformas e melhorias.

O deputado disse que no momento estamos diante de um governo que não foi eleito pela população e que sofre questionamentos de legitimidade. “A todo o momento está envolvido em se defender de denuncias e acusações, ao invés de debater aquilo que é importante para melhorar a economia” refletiu.

Ele considera que diante de um governo eleito, temos todas as condições pra que realmente sejam realizadas as medidas para que o país melhore em todos os aspectos, que espera que o governo dê certo, “torço pelo sucesso e queremos contribuir, mas o momento é de expectativa”, completou.

O momento de transição foi avaliado por Loureiro: “O futuro governo já nomeou alguns ministros, entre eles o Juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça, considero um nome de peso, inclusive dá uma espécie de aval em vários aspectos”. Prosseguiu dizendo que havia desconfianças em uma possível postura antidemocrática e que o governo pudesse cometer algum tipo de abuso, mas que diante de alguns nomes que estão sendo cogitados e confirmados, estas desconfianças diminuíram, mas que no entanto, prefere aguardar para fazer uma análise mais aprofundada.

A região como prioridade

Uma das bandeiras do deputado Eduardo Loureiro é o desenvolvimento regional, ele afirma que o novo mandato não será diferente, seguirá forte o trabalho em busca de melhorias para as Missões. Registrou o encontro com o prefeito de Ubiretama Ildo Leske, para tratar de assuntos de interesse do município, entre eles o acesso asfáltico que está paralisado.

 

Por Rogerio Morais

Fonte: Rádio Missioneira


Copyright 2018 ® - Todos os direitos reservados