Eficiência energética: economizando mais, desperdiçando menos - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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São Luiz Gonzaga
14 de janeiro de 2014
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Eficiência energética: economizando mais, desperdiçando menos

14 de janeiro de 2014 l 14:22
Materia atualizada: 14/01/2014 l 14:22




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RODRIGUES, Vinícius Brandão
TOMASI, Dinara Bortoli

Atualmente, necessitamos cada vez mais de energia quer seja para acessar os recursos tecnológicos eaté mesmo suportar as variações climáticas cada vez mais intensas. Diante disso, faz-se necessário uma mudança de postura, passando-se a utilizar de maneira eficiente a energia,para aumentar sua disponibilidade, aproveitando-a de forma correta, para que haja um aumento na eficiência e na disponibilidade de fontes energéticas, capaz de suprir a demanda.

Dados recentes, divulgados na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 6 de janeiro de 2014, alertam para a alta de 3,3% no consumo de energia elétrica no Brasil, comparado ao mês de novembro de 2012. As residências puxaram o resultado do mês, com alta de 4,2%, pois o consumo somou 10.666 GWh em novembro, sendo verificado aumento de 427 GWh em relação a igual período do ano anterior. O Nordeste foi responsável por mais da metade do acréscimo de energia (236 GWh). A alta se deu após o expressivo aumento de novembro de 2012 (10%), influenciado, então, pelo efeito do calor em mercados de grande demanda nas regiões Sul e Sudeste.

Urge compreender que, para termos acesso à energia, muitos ecossistemas foram e continuam sendo destruídos e/ou alterados, inúmeros recursos naturais são utilizados desde a produção da energia, até disponibilizá-la em nossas residências. O aumento da eficiência energética exige uma drástica mudança nas atividades do cotidiano, em diferentes áreas, começando nas nossas casas, no trabalho, nas escolas, na indústria, na construção e até na produção de eletricidade.

A diplomacia econômica precisa permear o nosso dia a dia, desde atitudes consideradas simples, tais como: utilizar transporte coletivo, ao invés de automóveis; aproveitar mais a luz solar e a ventilação natural, dispensando em alguns casos os gastos com iluminação e ar condicionado; utilizar a energia disponível nas residências, evitando desperdício. É possível, também, aumentar a eficiência no consumo, usando menos energia para realizar a mesma quantidade de trabalho.
À medida que a tecnologia avança, novos equipamentos estão sendo produzidos com capacidade de consumir menos energia. Exemplo disso são as lâmpadas de modelos mais eficientes e ecologicamente responsáveis, como as de LED e as fluorescentes,em substituição às lâmpadas incandescentes, cuja produção encerrada em 2013, nos Estados Unidos e desde 2012, na União Europeia. No, Brasil, as lâmpadas incandescentes deixarão de ser comercializadas em junho de 2017.

Em se tratando de veículos, há também a preocupação com a produção de modelos eficientes e aerodinâmicos, mais econômicosem comparação com automóveis desenvolvidos até o final do século passado. Há, segundo o site do Ministério do Meio Ambiente, o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, criado pelo governo em 1985), que objetiva incentivar a racionalização do consumo de energia elétrica, para combater o desperdício, ampliando a eficiência energética.

Pelo selo PROCEL de Economia de Energia, instituído em 1993, o consumidor, no ato da compra, tem a possibilidade de contatar quais produtos apresentam os melhores níveis de eficiência energética, sejam eles, refrigeradores, chuveiros, aparelhos de ar-condicionado, entre outros. Portanto, equipamentos utilizados nas residências também passaram por grande mudança em relação ao consumo e eficiência. O propósito é, sem dúvida, incentivar a criação e a comercialização de produtos eficientes, econômicos e que contribuam para a redução de impactos ambientais.

Frente ao exposto, verificamos que as políticas adotadas em relação ao consumo de energia devem ampliar a eficiência e combater o desperdício, a partir de ações estratégicas em todos os setores, evitando e/ou amenizando os impactos ambientais. Neste ínterim, a sociedade humana é desafiada a repensar e apropriar-se de conceitos como: racionalização, economia sustentável, eficiência energética e qualidade de vida, partindo do princípio que “muito faz quem faz um pouco”, pense nisso e passe adiante.


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