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São Luiz Gonzaga
16 de agosto de 2018
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De Rolador para o mundo: a cientista que encoraja e inspira outras mulheres

16 de agosto de 2018 l 05:08
Materia atualizada: 16/08/2018 l 05:08




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O nome de Ethel Antunes Wilhelm ganhou a capa de jornais de
todo o Rio Grande do Sul nos últimos dias. A trajetória de Ethel, natural da
Serrinha do Rosário, em Rolador, ou o “interior do interior”, como ela chama, se
tornou exemplo para mulheres, em especial as que estão distantes dos grandes
centros, como uma forma de mostrar que é possível alcançar os sonhos. A
roladorense foi uma das vencedoras do prêmio Mulheres na Ciência, oferecido
pela LOreal Brasil. A iniciativa premiou sete mulheres cientistas brasileiras
.

A pesquisadora, hoje professor da Universidade Federal de
Pelotas, começou seus estudos na Escola Estadual João Manoel de Lima e Silva,
na localidade onde nasceu. O ensino médio foi em São Luiz Gonzaga. Ela foi
aprovada no vestibular de Química Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),
onde começou os primeiros contatos com a pesquisa, por meio do programa de
Iniciação Científica.

A jovem seguiu na carreira academia e cursou mestrado e
doutorado na mesma universidade. Em 2013, um ano após o título de doutora,
ingresso por meio de concurso na UFPEL. Ela destaca a inspiração da mãe, também
professora, na trajetória de estudos.

Ser mulher na academia

A docente analisa que a área da pesquisa ainda é
predominantemente masculina. “Mesmo que metade da pesquisa hoje no Brasil seja
feita por mulheres, elas estão em poucos cargos de representatividade”,
explica. Segundo Ethel, apenas 1/3 das universidades são lideradas por
mulheres.

Ela acredita que ascender na carreira sendo mulher ainda é
mais difícil do que para os homens. “Eu sempre me pergunto quantas mulheres
brilhantes temos na ciência e ainda não são reconhecidas?”. Para a cientista,
prêmios como da empresa francesa são uma forma de incentivar a participação
feminina no conhecimento. “Essas iniciativas são necessárias”, pontua.

Primeiros passos com as
meninas começam em casa

Mais do que os prêmios, a jovem acredita que a busca por
igualdade começa em casa, ainda na infância. “O incentivo às meninas deve
começar em casa, na família, é onde se forma a ideia de igualdade. Elas
precisam ser encorajadas a darem um passo à frente”, argumenta.

A gaúcha destaca que o trabalho das mulheres tem que ser
divulgado, para que sirvam de inspiração e modelo. “Precisamos de mulheres
inspiradoras em todas as áreas. Não temos limitações. Homens e mulheres possuem
as mesmas capacidades”, acrescenta.

Ethel reconhece que não é fácil chegar aonde chegou, assim
como é difícil para todas as mulheres na academia. Mas sua trajetória comprova
que é possível. “É preciso persistência, resistência e resiliência, mas
principalmente, amor pelo que se faz”, indica.

Por fim, a jovem de Rolador encoraja meninas que ainda estão
decidindo pela carreira ou em fase de aperfeiçoamento. “O mundo precisa de
ciência, e a ciência precisa de mulheres. Meninas, vocês podem”, finaliza.


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