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São Luiz Gonzaga
30 de novembro de 2018
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Confraria do Icamaquã é referência cultural em Bossoroca

João Antunes é presidente da Confraria do Icamaquã (foto:Confraria do Icamaquã/divulgação)
30 de novembro de 2018 l 08:14
Materia atualizada: 30/11/2018 l 08:27

O presidente João Antunes destacou as realizações do grupo que organiza festivais e atividades culturais





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Cada vez mais a Confraria do Icamaquã se firma como referência cultural de Bossoroca.  Junto com a comunidade e organizações afins difundem e projetam a cidade missioneira que é berço de Noel Guarany e Jayme Caetano Braun.

Embora o grupo se reúna há mais de 15 anos, foi em 2013 que foi criada oficialmente a confraria, período em que foram registrados episódios de grande relevância para o cenário missioneiro. O presidente João Oliveira Antunes em entrevista ao programa Cidade Alerta, explicou que o grupo é uma união de pessoas com o mesmo objetivo, que é o de valorizar a arte, o meio ambiente, a história e a fraternidade.

A confraria desenvolve uma série de eventos e atividades culturais, sendo uma das entidades protagonistas no cenário bossorequense e regional. Uma das principais realizações é o encontro de confrarias anual e já conta quatro edições.

O evento que reúne compositores e músicos de toda a região e do estado já revelou 160 composições. Antunes refere-se ao encontro como uma espécie de laboratório, onde são experimentadas parcerias novas num clima de confraternização e irmandade. Mesmo sendo um festival de músicas, poesias e payadas, o foco não é a competição, e sim a integração e a produção de obras que valorizem os temas norteadores do grupo de aficionados pela arte.

Além de estar à frente do grupo, João Antunes é um dos grandes compositores da música gaúcha. Ele, juntamente com os demais integrantes, construiu uma relação muito estreita com os artistas do meio, fato que se faz importante, como um atrativo a participação daqueles que o artista denomina como “irmãos de arte”.

O poeta destaca que a vida é feita de correria e que estes encontros promovem o calor humano e a fraternidade e se diferenciam dos tradicionais festivais musicais. “Não há foco na competição, não gira dinheiro, é puro amor à arte, ajudamos uns aos outros, formamos parcerias no próprio encontro, assim como acontece nos festivais costeiros nos unimos e nos integramos sem visar premiação, mas a conquista e o fortalecimento da amizade”, destacou Antunes. Está programado para o mês de maio o próximo encontro.

Neste ano a confraria em parceria com o Rotary Clube de São Miguel das Missões realizou a 2ª edição do Festival do Cordeiro. Antunes destacou que o evento que valoriza a culinária regional contou com boa participação do público, considerou um dos maiores eventos, uma festa grandiosa que se repetirá em outubro de 2019.

Festival do Cordeiro

Para o próximo ano são previstos lançamentos de livros de poemas, tendo Bossoroca como tema. Haverá ainda dois concursos fotográficos. Um deles sobre o meio ambiente, com objetivo de valorizar o interior do município e outro de registros antigos, como forma de reverenciar as pessoas que escreveram a história.

João Antunes não deixou de valorizar também a Associação Cultural de Bossoroca (ACB) que é responsável entre outras ações da realização do festival nativista Manancial Missioneiro da Canção e o festival Internacional do Folclore.  O presidente da confraria destacou que a associação trabalha de forma comprometida. Outra ação lembrada foi da professora Maria Julia Homn presidente da ACB e diretora da escola de 2º grau de Bossoroca que tem realizado um trabalho excepcional com quadros feitos pelos alunos e com a construção de um galpão chamado Tronqueira do Rio Grande, que é um espaço de arte e confraternização dentro da própria escola. Segundo o compositor, estas ações conjuntas entre as entidades e as escolas engrandecem a identidade cultural e fazem de Bossoroca referência das Missões e do Estado.

 

Por Rogerio Morais

Fonte: Rádio Missioneira


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