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São Luiz Gonzaga
6 de novembro de 2013
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11 hospitais gaúchos vão ganhar equipamento para tratamento do câncer

6 de novembro de 2013 l 07:59
Materia atualizada: 06/11/2013 l 07:59




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O Ministério da Saúde adquiriu 80 aceleradores lineares para tratamento do câncer com radioterapia para atender a população de 63 municípios, localizados em 22 estados e no Distrito Federal. Para o Rio Grande do Sul vão onze aparelhos. A expectativa é de que, com os novos aceleradores, o número de sessões de radioterapia suba de 787,7 mil/ano para 1,2 milhão/ano. A informação é do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.

Os equipamentos, que custaram R$ 119 milhões, serão utilizados para tratamento de diversos tipos de câncer. O acelerador linear é um equipamento de altíssima tecnologia e possui recursos que permitem muito mais segurança aos pacientes e médicos, pois emite feixes de radiação de alta precisão sobre a região a ser tratada, preservando órgãos e tecidos vizinhos. Eles serão importantes, principalmente se levarmos em conta que 500 mil casos novos de câncer são registrados todos os anos no Brasil.

O edital prevê a transferência de tecnologia e a construção de uma fábrica no Brasil, com previsão de entrega dos primeiros aceleradores lineares nacionais em aproximadamente cinco anos. Há, inclusive, um compromisso de que no mínimo 40% das peças, acessórios e softwares sejam de fabricação nacional. Atualmente, o SUS conta com 248 equipamentos de radioterapia distribuídos em 155 serviços, que são responsáveis por 9,6 milhões de sessões de radioterapia por ano. Com a nova aquisição, a população passará a contar com 328 equipamentos e 196 serviços, com capacidade para a realização de 13 milhões de sessões por ano.

Esta tecnologia implantada, avalia o deputado Darcísio Perondi, vai reduzir o tempo de espera para início do tratamento, que no caso do câncer de mama, chega a 167 dias, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. “A luta por recursos na saúde é dura, mas vale a pena quando o Ministério da Saúde faz uma compra deste nível. No Rio Grande do Sul, o acesso do paciente ao tratamento será espetacular. Precisamos trabalhar mais na prevenção e no acesso rápido ao primeiro atendimento”, defendeu Perondi.

No Rio Grande do Sul vão receber os equipamentos as seguintes instituições: Hospital Ana Nery de Santa Cruz do Sul; Fundação Hospital Centenário de São Leopoldo; Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana; Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas; Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas; Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre; Hospital Regina – Associação Congregação de Santa Catarina de Novo Hamburgo; Hospital São Vicente de Paulo – Associação Damas de Caridade de Cruz Alta; Hospital Universitário de Santa Maria; e Santa Casa de Caridade de Bagé.


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