Para ele, a votação foi uma medida lamentável ao processo democrático

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - Fonte: Rádio Missioneira - Autor: Robson Gomes
19 Abril 2017 13:04:18

O governo buscou acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, porém o plenário não aprovou o requerimento de urgência para apreciação da proposta. Eram necessários 257 votos para a aprovação, sendo que foram 230 deputados favoráveis à urgência. Já votos contrários, foram 163. No Jornal da Manhã, o deputado Jerônimo Gorgen, falou sobre o caso.

Para ele, a votação foi uma medida lamentável ao processo democrático. Conforme o deputado, a votação resultou em desentendimentos, agressões físicas e dano ao patrimônio público. Ele defendeu que as pessoas contrárias ao resultado devem se posicionar com argumentos. "É preciso argumentar e não partir para agressão. Repudiamos o que aconteceu", falou.

Segundo ele, as discussões foram importantes e resultou na perda do governo em relação à urgência da proposta. Jerônimo defendeu que o presidente da câmara Rodrigo Maia errou ao abrir o painel de votação, uma vez que sabia não haver quórum suficiente.  O deputado se posicionou como favorável a reforma Trabalhista. Para ele, esta é boa para os  trabalhadores, e que a mobilização dos sindicatos se dá devido ao fato de que os sindicalista sentem-se atacados por perder recursos com a reforma.

Reforma Previdenciária

Sobre a reforma previdenciária, destacou ser contrário, porque para ele a mesma é uma proposta de arrecadação que visa cobrir o rombo da previdência. Conforme ele, os recursos que deveriam pagar os aposentados serão destinados para cobrir esse rombo. Ressaltou que há muita demagogia partidária em torno do assunto.

Recuperação Fiscal dos Estados

Em relação à aprovação do texto base do Lei Complementar (PLP) 343/17, que trata da recuperação fiscal dos estados superendividados, disse que votou contra. Para Jerônimo a medida irá endividar ainda mais os Estados. O Rio Grande do Sul está entre os três mais endividados com a união. O gaúcho ainda argumentou que a revogação da divida para três anos não ajudará os estados.

Funrural

O deputado destacou que a situação do Funrural é um problema que pegou a todos de surpresa.  Destacou que há um volume de dívidas que deveria ter sido pago e que agora é necessário uma pressão política para reverter o quadro. De acordo com ele no dia 3 de maio deve ocorrer uma audiência pública em conjunto com o Senado, na qual se espera participação significativa de produtores. Ainda na mesma data, ele participará de um encontro com o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, a fim de buscar avanços na negociação. Jerônimo argumentou esperar que até lá, exista um ambiente de extrema pressão política para reverter a situação.



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